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Livre Arbítrio
Assistimos hoje, acredito sem grande surpresa a não ser pelas proporções, a acontecimentos lamentáveis envolvendo instituições e pessoas.
Atividades irregulares e desprezíveis atingem à cúpula dirigente da Nação, o que denigre a imagem do País, agrava a desesperança do povo e serve de péssimo exemplo à juventude - nosso futuro.
Lamentar devemos todos. Mas não é o suficiente. Importante é partir para a ação. Identificar causas e encontrar soluções.
O que leva pessoas a se corromperem, afastarem-se de princípios e virtudes, buscarem valores venais como a fama, a vaidade, a fortuna, sem limites, consideração e respeito, desprezando qualquer prejuízo ou mal que possam infringir a seus semelhantes e a si próprio?
O que leva pessoas escolherem representantes que denigrem a imagem dos Poderes da Nação? Como isso pode ocorrer? Ninguém de sã consciência faz mal a si próprio. Qual é a explicação?
A explicação está na origem do problema. E a origem do problema é a educação. Educação que se ampara num ensino deficiente, na degradação dos valores familiares, na disputa desigual de oportunidades, na insegurança, no desamparo,... com reflexos negativos ao exercício da cidadania.
Cidadania que promove o civismo, estabelece a igualdade, dignifica o respeito e a responsabilidade, que elege representantes.
Representantes que promulgam leis, que dirigem nossas vidas, que asseguram a liberdade e a justiça. E que por tudo isso e muito mais, devem ser bem escolhidos.
Distinguir o interesseiro do interessado, o aproveitador do trabalhador, o enrrolador do responsável, o "falador" do preparado, o mentiroso do verdadeiro, o vendilhão do íntegro, é essencial para um sistema político eficiente e eficaz.
Colocar toda a culpa no sistema político - como o grande causador dos males - é no mínimo leviandade. Que é necessário aperfeiçoá-lo estamos de acordo, porém qualquer que seja o sistema adotado de nada adiantará se as peças do tabuleiro forem os oportunistas, demagogos, irresponsáveis.
Cabe as pessoas de bem ocuparem espaços, apresentarem-se como concorrentes a cargos eletivos, proporcionarem alternativas.
Cabe ao eleitor ter o discernimento para a escolha certa. Fora isso, é conversa fiada.
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