A ESPADA PELO VOTO!

Em breve, os militares ocuparão o Parlamento...
Das armas, usarão a mais poderosa - o voto; a tropa será de elite e voluntária - o povo; a campanha se fará no corpo a corpo; a marca da Instituição dispensará o marketing, e a mobilização ocorrerá pela aglutinação em torno dos valores cultuados na caserna - patrimônio moral, que não é exclusividade dos militares, pois cultuam-nos, também, os brasileiros descrentes da atual atividade política, carentes de civismo, honradez e austeridade administrativa, e que não têm a esperança de ver punidos os corruptos apontados pelas CPIs.

A família militar possui mais de cinco milhões de votos dispersados e perdidos, a cada pleito, com candidatos que, eleitos, nada fazem pela classe militar e, ainda, juntam suas vozes aos críticos da Força. Pulverizados esses votos, a classe fica sem representantes no Parlamento. O que fazer? Basta soar o Toque de Reunir que se juntarão em torno da família militar as gerações dos reservistas, orgulhosos porque serviram à Pátria e seguros porque conheceram vida castrense. Ao toque de Avançar, certamente os brasileiros ordeiros, honestos e patriotas, nauseados pelos escândalos que envolvem o país e comprometem a sua estabilização, também marcharão juntos em direção às urnas, pois são eles que têm mantido, a cada pesquisa de opinião, a alta credibilidade nos militares e na Instituição, apesar da imagem negativa que políticos ressentidos e parte da mídia tentam fazer crer ao povo.

Os movimentos para eleger militares, e civis, com os mesmos ideais, já começam a tomar corpo em todo o país e a se organizar a partir da Confamil (Confederação da Família Militar), com sede em Brasília, que coordena as Famil nas capitais, que, por sua vez, coordena as Asmir (Associação dos Militares da Reserva) no interior. Além dessa estrutura, existem grupos como o Guararapes, Inconfidência, MOVARS (Movimento Verde-Amarelo/RS) e outros, em plena atividade. O objetivo é eleger deputados Estaduais, Federais e Senadores que representarão os militares no Congresso, não somente para reivindicações da classe, tão massacrada, ou para a Instituição, em acelerado processo de sucateamento, mas, e principalmente, para, com firmeza e austeridade, ajudar a defender a credibilidade do Congresso Nacional, o fortalecimento da democracia, a estabilização das instituições e a preservação dos símbolos e valores da Nação Brasileira. Os tambores já começam a rufar e o toque de Silêncio a sair da partitura.
"Mudaremos no voto!" - é o seu grito de guerra.

Emerson Rogério de Oliveira
militar da reserva e escritor
Rua 24 de outubro, 1100, sala 507 | Moinhos de Vento - Porto Alegre - RS | CEP 90510-001 Tel/Fax (51) 3346.9477 | e-mail